Stallman parece não estar tão triste com a morte de Jobs…

Como dizem, “Se você não tem algo de bom para falar, não fale”. Stallman, obviamente, não pensa assim. O paranoico criador do software  livre está feliz com a morte de Steve Jobs. O post dele no seu blog-máquina-do-tempo é pouco sutil: ”Eu não estou feliz que ele está morto, mas estou feliz que ele tenha ido embora.”

Steve Jobs, o pioneiro em fazer os computadores-prisões parecerem cool, criado para tirar a liberdade dos tolos, morreu. Como o prefeito de Chicago Harold Washington disse uma vez sobre o ex-prefeito corrupto Daley, “Eu não estou feliz que ele está morto, mas estou feliz que ele tenha ido embora.” Ninguém merece ter que morrer – nem Jobs, nem o senhor Bill, nem pessoas culpadas de coisas piores que eles. Mas todos nós merecemos o fim da influência maligna de Jobs na computação das pessoas.

Infelizmente, essa influência continua apesar de sua ausência. Nós só podemos torcer para que os seus sucessores, ao tentar continuar com seu legado, sejam menos efetivos.

Richard Stallman, que como algumas bandas de metal decadentes, só faz algum sucesso no Brasil, onde é convidado para eventos é, além de cada vez mais genial, o maior especialista em segurança com tecnologia de todos os tempos. Segundo a Wikipédia, Stallman “recomenda não ter um telefone celular, porque acredita que a geolocalização dos telefones é uma ameaça à privacidade. Ainda, Stallman evita o uso de um cartão de identificação para entrar no prédio onde trabalha, pois tal sistema poderia gravar sua movimentação de entrada e saída através das portas. Richard Stallman não navega na internet utilizando um browser em seu computador; ao invés disso, ele usa o wget para baixar as páginas para sua caixa de e-mail, de onde as lê.”

A para uma interpretação mais racional, deixo a abaixo a imagem que ilustra o uso do GCC escrito por Richard Stallman em 1987 no XCode da APPLE.

*** Título modificado para não gerar polêmica…

*** Resumidamente na minha opinião, a verdadeira liberdade esta na livre decisão de viver aprisionado com software proprietário ou não. O software livre será predominante somente com inteligência e respeito com as pessoas que não aderem o movimento de código aberto.

Fonte :

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/este-homem-esta-feliz-que-jobs-morreu/
http://m.zdnet.com/blog/open-source/free-software-founder-richard-m-stallman-is-glad-jobs-is-gone/9707

7 comentários em “Stallman parece não estar tão triste com a morte de Jobs…

  1. Bom, radicalismos à parte, creio que o título do artigo está equivocado. Stallman não ficou “feliz” com a morte de Jobs, aliás ele afirma textualmente que não se deve ficar feliz com a morte de quem quer que seja. Mas o fundamento das idéias de Stallman, de que não se deve usar o conhecimento (seja sobre software ou a cura de uma doença, por exemplo) como motivação única para ganhar rios de dinheiro, não é lá tão absurdo assim.
    São hipócritas os que criticam Stallman, mas usam Windows pirata no computador.

  2. Concordo em grande parte com Stallman. Acho saudável essa preocupação com a questão tecnologia X privacidade e discordo de que ele “como algumas bandas de metal decadentes, só faz algum sucesso no Brasil, onde é convidado para eventos”. Stallman muito contribuiu e contribui para o SL. Haveria Gnu-Linux como o conhecemos hoje e outros SL sem a Free Software Fundation? Acho que não só o título do artigo está errado. A abordagem de maneira geral se mostra preconceituosa e excessivamente parcial.

    1. Feitos incríveis não dão direito a ninguém de falar coisas cruéis. James Watson, um dos descobridores do DNA, prêmio Nobel, costuma fazer declarações racistas. Não podemos anular o trabalho dele, mas também não devemos achar que está tudo certo.

      Em outro ponto, Stallman fala de liberdade, mas é bom examinar antes o que é liberdade para ele: http://www.linuxmagazine.com.br/lm/materia/liberdade_nao_e_liberdade_de_escolha_assim_falou_richard_stallman

      Acho completamente válido concordar ou discordar dele. Apenas penso que quando preferimos que uma pessoa “tenha ido embora” para que nossas ideias prevaleçam, algo pode estar muito errado.

      1. Eu fiquei chocado com a morte de Steve Jobs, na vépera, estava discutindo como a saída dele como CEO da Apple era uma saída melhor que o deixaria mais confortável, não imaginava que estivesse tão doente. A saída dele da Apple já me satisfaria, assim como provavelmente a Stallman, pelo que ele escreveu.

        A doença ou a morte de Jobs me tocaram pouco. Sinceramente preferirira que ele tivesse usado de sua influência, criatividade e capacidade, na criação de uma sociedade mais justa, de valores menos individualistas, a ponto de me deixar realmente comovido com sua morte.

        No entanto, o legado real de Steve Jobs é irritantemente controverso. Se por um lado ele ajudou a sedimentar a importância do design na criação de hardware e software, e a usabilidade, ele também ajudou a sedimentar uma visão monopolista de um suposto direito de propriedade das idéias, que acaba sendo danosa à sociedade como um todo. E pior, que possuir o mais agradável aos seus olhos e aos dos outros é mais importante que suas próprias convicções.

  3. Resumidamente, a verdadeira liberdade esta na livre decisão de viver aprisionado com software proprietário ou não. O software livre será predominante somente com inteligência e respeito com as pessoas que não aderem o movimento de código aberto.

  4. Richard Stallman é um hacker de respeito, que deu início ao GNU/Linux, e ao movimento do software livre. Não é a toa que sempre o admirei, mas ele foi infeliz na declaração.

    Não concordo que Steve Jobs causava influência maligna nas pessoas, afinal foi ele que deu início a computação pessoal, foi ele que investiu no mercado de tablets e de smartphone. Existiam tablets e smartphones antes do iPhone e iPad, mas não eram utilizados em massa.
    Se não fosse por Jobs, a computação pessoal não teria tanto interesse aos usuários como hoje. Apenas geeks conseguiriam trabalhar em um computador.

    E já adianto que não sou nenhum fanboy. Na minha opinião, Jobs era um excelente empresário e visionário, no entanto tinha seus defeitos, como a maneira de tratar as pessoas e a sua visão monopolista.

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